quinta-feira, 14 de junho de 2012

Oi, olha eu aqui de novo, novamente, mais uma vez.
Acho que para meu primeiro post sério nada melhor do que falar sobre educação e professores. Tendo em vista toda essa greve das universidades federais do país e também da UERJ (que é estadual), considero esse um tema relevante para a atualidade. Sou bióloga formada e assim como todos aqueles que fizeram ou fazem uma faculdade, ou até mesmo frequentam ou frequentaram a escola (ou não né?), creio que em qualquer sociedade a base de tudo é a educação. Não apenas para o que se propõe a princípio, que é informar e ensinar pessoas, mas também ajudar e influenciar a formação do pensamento, de opiniões e do posicionamento do aluno.
Digo isso porque quero chamar a atenção para um fato que até pouco tempo confesso não ter parado para analisar, até que ponto um professor pode falar em sala de aula sobre um posicionamento pessoal? É certo um professor expor em sala de aula um pensamento pessoal?
Digo isso porque em duas aulas de um pré-vestibular este ano aconteceu algo que eu achei inconcebível e inaceitável.
Em uma primeira situação um professor de História e Sociologia não apenas disse que era a favor do armamento civil como que caso se sentisse ameaçado, para se proteger meteria bala no outro. Seu filho ainda criança já sabe o que é uma arma e ele (o professor) assim como sua irmã desde a infância sabiam reconhecer uma arma. Alguns alunos se manifestaram e foram contra a opinião do professor e tentaram argumentar sobre isso, porém tentar convencer um homem em seus quase 50 anos (se não isso), professor de História, sobre algo que ele acha normal desde criança não é nada fácil.
Após saber desse fato, senti vontade de rever o documentário do polêmico diretor americano Michael Moore, Tiros em Columbine, em que em uma tentativa de entender o porquê de dois adolescentes do ensino médio americano entrarem no colégio e "meterem" balas nos alunos, é discutido a principal condição que permitiu esses alunos de fazerem o que fizeram: na terra dos livres e dos bravos a venda de armas e munição é direito de todo cidadão maior de idade de acordo com segunda emenda da Constituição, tão defendida pelo seu povo.
A segunda situação aconteceu com um professor de redação que em uma aula sobre texto dissertativo iniciou assuntos que não tinham ligação com a aula. Em um dado momento ele disse que achava o homossexualismo (ele provavelmente não sabe que agora o certo é homossexualidade) uma aberração da natureza. E se na sala tivesse algum aluno homossexual? Isso não foi considerado pelo professor no ato de proferir essa frase.
Em ambos os casos temos duas pessoas que no ambiente em que atuam são a figura de autoridade e em muitos casos influenciadores daqueles que os ouvem. Não quero dizer que só os professores são responsáveis pelas opiniões dos alunos, mas que tudo que nos rodeia nos influencia, isso ninguém pode negar.
Em contrapartida também sei de um professor muito admirado por seus alunos que se recusou em dar seu posicionamento sobre o armamento, tando dentro quanto fora de aula. Isso ocorreu quando estava em eleição se seria aprovado ou não o armamento.
Essa segunda postura deveria ser também a postura dos dois professores citados primeira e segundamente.
Se é para professor compartilhar em sala de aula algo, que seja seu conhecimento na disciplina ministrada ou então que sirva como exemplo de tolerância, aceitação e respeito.
E a questão que fica é se toda educação educa.
Apesar da frase marrenta que apresenta o Blog, eu sou não sou nada nada marrenta.
Este é meu 1° blog, então nada de botar defeito. Sou café com leite. Quem não sabe do que eu tô falando não teve infância.
Aqui quero falar, ou melhor escrever sobre coisas que me preocupam, coisas que me divertem, coisas que amo, que não amo, concordo, discordo, enfim.... o que me der na telha.
Se alguém chegar a ler o que eu escrevo ficarei muito feliz, se não... bem, aí eu deixo para posteridade, porque o que é colocado na internet é praticamente eterno.